sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Chuva de Novembro

Nessa chuva de novembro
Às vezes eu me lembro
De tudo que passou
Tudo aquilo que mudou..

É inexplicável
Há convicção
Entender as coisas do coração..

Lembranças do passado
Trazem muita dor
Faz-se difícil de esquecer
Principalmente quando se perde um grande amor..

Se na vida alguma vez
Minha palavra tivesse mais solidez
Alguém se arrependeria de algo que um dia fez..

Nessa chuva de novembro
Tratai com mais alento
Aquela ferida não somente por fora
Mas também por dentro.


Vida dividida

Anos passam, anos vêm
Às pessoas mudam, sentimentos afloram
Do que já são, vão muito mais além.

Séculos, décadas passadas
Lembranças totalmente atordoadas
Antepassados sofridos
Pensamentos literalmente divididos

Vida vazia
Vê-se apenas ânsia e agonia
Se pretender recuperar-se um dia
Não sei, apenas tenha paciência
E livre-se dessa monotonia.

Luz

Sonhos de andar um dia em caminhos reluzentes
Iluminados pela força de suas mentes
Será impossível, ou apenas questão de mundos diferentes?

Lindos lugares
Pensamentos subliminares
Habitado por estranhas pessoas
Desconhecidas identidades..

Estradas escuras
Andando sem rumo pelas ruas
Deseja ver a luz?
Saia da escuridão
 Lembre-se do pastor que te conduz

Como uma ovelha perdida
Sem razão alguma na vida
Não pense em desistir
Dias melhores estarão por vir.


Coração

Espaços vazios no coração
Quem virá preenchê-los então?
 Bate forte, intenso
Como ondas do mar se chocando à areia num lugar imenso

Grande capacidade de guardar
Pessoas marcantes naquele lugar
E precisa de uma coisa:
Alguém para amar..

Ardente como a lava de um vulcão
 Mas às vezes frio, sem rumo
Procurando uma direção
Sente-se sozinho, em tremenda aflição

A exatidão do amor
Lindo como uma flor
Mas com o passar do tempo
Perde todo seu aroma e fervor.

Ferida interna

Caminhos andados
Sonhos desperdiçados
Coração em pedaços
Sentimentos totalmente escassos..

Eu sei
Que um dia entenderei
Tudo aquilo que passei
E disso proveito tirarei..

Coisas totalmente divididas
Dores e ardentes feridas
A cura o que será?
Acreditar em Deus, ter fé na vida.

Almas Perdidas

A minha frente
Vejo um mundo tão impertinente
Mas pra mim
Não deveria ser assim.

Avisto por becos, bares
Pelos lugares que ninguém vê
Às vezes tento compreender
Almas com uma esperança:
A de sobreviver..

Almas em busca de amparo, compreensão
Necessidade de um amigo, irmão
E fico a imaginar:
O que eles têm no coração?

Inocentes criaturas
A procura até de ar para respirar
Nem se estima seu futuro
Por onde será que vão caminhar?